[...]
Também já não há quem debruce
Na janela pra sentir
O corpo atravessado pela manhã.
Talvez só um ou outro verso
Consiga juntar no seu ritmo
Luz, voz, maçã. (Ofício de paciência, 2011, p. 570).
A poesia não vai à missa,
Não obedece ao sino da paróquia,
Prefere atiçar os seus cães
[...]
A poesia adora
Andar descalça nas areias do verão.
(O sal da língua, 2011, p. 609).
Nasceu a 19 Janeiro 1923
(Fundão, Portugal)
Morreu em 13 Junho 2005
(Porto)
Eugénio de Andrade,
pseudónimo de José Fontinhas foi um poeta português.


